Em janeiro de 2014 eu fiz um intercâmbio social de 7 semanas em Cusco no Peru.
Eu fechei meu intercâmbio com a AIESEC, uma organização que promove intercâmbios sociais para jovens universitários do mundo inteiro. Além da proposta incrível de ser voluntário e desenvolver liderança a AIESEC também apresenta o melhor preço e melhor estrutura para esse tipo de experiência.
Eu queria muito ir para um país que o idioma fosse espanhol para aprender uma terceira língua e de preferência na América Latina para ser mais barato.
Dentre todos os países da América o Peru sempre me chamou mais atenção pela cultura e pontos turísticos. Fui atrás de projetos em diversas cidades do país e por fim escolhi ser um projeto educacional em Cusco.
Fora a taxa que paguei á AIESEC, este projeto pedia o pagamento de uma outra taxa de 150 dólares (que era menos que 400 reais na época). Era o único projeto que precisava pagar mais alguma coisa mas eu tinha direito a: hospedagem gratuita, transporte para o trabalho gratuito, almoço nos dias de trabalho, descontos em passeios e um kit boas vindas.
Cheguei em janeiro com mais 30 voluntários do mundo todo para dar aulas bem didáticas em pequenos grupos de até 4 professores voluntários para crianças de escola pública sobre temas como: auto conhecimento, agentes de mudança, meio ambiente, bullying e cultura.
Meu time de professores era um mix de nacionalidades: Brasileiro, Basco e Argentina. Juntos dávamos 4 horas de aulas diariamente para crianças de 10 anos.
Nós achamos que se continuarmos na América Latina, o choque cultural não é tão grande. Meus primeiros dias no Peru foram muito mais difíceis do que eu poderia imaginar.
Água no peru é bastante escassa e acaba com frequência nas casas, a primeira casa que eu fiquei foi com uma família de classe média e eles não tinham chuveiro com água quente, nem geladeira, nem microondas. (mas tinha wifi e tv de plasma, vai entender). Tomar banho gelado quando está 13C definitivamente não foi uma experiência bacana.
A plaza de armas em Cusco é linda, mas saindo dali é pobreza para todos os lados. As casas não são rebocadas, muitas crianças trabalham, as condições de higiene são péssimas e minhas crianças tinham suas mãozinhas pretas de sujeira.
Eu fechei meu intercâmbio com a AIESEC, uma organização que promove intercâmbios sociais para jovens universitários do mundo inteiro. Além da proposta incrível de ser voluntário e desenvolver liderança a AIESEC também apresenta o melhor preço e melhor estrutura para esse tipo de experiência.
Eu queria muito ir para um país que o idioma fosse espanhol para aprender uma terceira língua e de preferência na América Latina para ser mais barato.
Dentre todos os países da América o Peru sempre me chamou mais atenção pela cultura e pontos turísticos. Fui atrás de projetos em diversas cidades do país e por fim escolhi ser um projeto educacional em Cusco.
Fora a taxa que paguei á AIESEC, este projeto pedia o pagamento de uma outra taxa de 150 dólares (que era menos que 400 reais na época). Era o único projeto que precisava pagar mais alguma coisa mas eu tinha direito a: hospedagem gratuita, transporte para o trabalho gratuito, almoço nos dias de trabalho, descontos em passeios e um kit boas vindas.
Cheguei em janeiro com mais 30 voluntários do mundo todo para dar aulas bem didáticas em pequenos grupos de até 4 professores voluntários para crianças de escola pública sobre temas como: auto conhecimento, agentes de mudança, meio ambiente, bullying e cultura.
Meu time de professores era um mix de nacionalidades: Brasileiro, Basco e Argentina. Juntos dávamos 4 horas de aulas diariamente para crianças de 10 anos.
Nós achamos que se continuarmos na América Latina, o choque cultural não é tão grande. Meus primeiros dias no Peru foram muito mais difíceis do que eu poderia imaginar.
Água no peru é bastante escassa e acaba com frequência nas casas, a primeira casa que eu fiquei foi com uma família de classe média e eles não tinham chuveiro com água quente, nem geladeira, nem microondas. (mas tinha wifi e tv de plasma, vai entender). Tomar banho gelado quando está 13C definitivamente não foi uma experiência bacana.
A plaza de armas em Cusco é linda, mas saindo dali é pobreza para todos os lados. As casas não são rebocadas, muitas crianças trabalham, as condições de higiene são péssimas e minhas crianças tinham suas mãozinhas pretas de sujeira.
Fui com a mente aberta e encarei tudo como uma grande experiência, o projeto em si não foi nada fácil, lidar com crianças é tão gratificante quanto esgotador. Demorou um pouco para conseguirmos a atenção e dedicação dos meninos que era necessário para atingir os objetivos de cada aula. Mas dia após dia nós víamos pequenas evoluções de comportamento nos pequenos e cada pequena vitória era uma imensa alegria.
É estranho pensar que apenas 6 semanas possam ser o suficiente para transformar uma realidade, mas mesmo em pouco tempo eu vi meninos tímidos querendo falar em público, vi crianças com vontade de aprender sobre meu país, vi os mais rebeldes se comportando, vi professores contratados mudando seu método de ensino e pude me despedir de alguns meninos muito diferentes das que conheci em meu primeiro dia.
Mas no fim, o maior aprendizado de todos foi eu que ganhei, conviver com eles era aprender uma coisa diferente a cada dia, você aprende a valorizar mais a vida quando um simples abraço seu é motivo de festa para um menininho de 10 anos.
Receber tanto carinho de centenas de crianças te transforma. Eu vejo o intercâmbio social como uma forma de se conhecer e se transformar enquanto você ajuda outras pessoas.
Eu gostei tanto da experiência que decidi fazer parte da AIESEC quando voltei do meu intercâmbio para proporcionar o mesmo tipo de experiência para mais jovens.


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